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Extremo não é bom para ninguém, diz Mara Caseiro sobre ´divisão´ do Brasil

Deputada estadual Mara Caseiro durante visita a O Progresso, em Dourados, na tarde de sábado.

Deputada estadual no quarto mandato mira agora o Congresso Nacional nas eleições de outubro

Alfredo Barbara Neto

Inconformada com a divisão política que vigora no Brasil, a deputada estadual Mara Caseiro (PL) refletiu, durante visita a O Progresso, que posicionamento extremo não é bom para ninguém. “É preciso sim respeitar opinião diferentes”, ressaltou ao acrescentar que o “interesse maior de tudo tem que ser o Brasil, temos que pensar grande pelo nosso país”.

A deputada chegou em Dourados na sexta-feira indo diretamente para a prefeitura. Depois foi para Nova Andradina, onde permaneceu até o meio-dia de sábado, quando retornou para Dourados.

No meio da tarde, esteve na sede de O Progresso, depois conversou com algumas lideranças e participou de festa julina numa escola municipal, no Água Boa. De lá, foi para um evento em Fátima do Sul.

“Sempre tive proximidade com os municípios e agora pretendo estabelecer uma identidade”, disse ela, explicando porque decidiu disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de outubro deste ano.

Mara Caseiro iniciou a carreira política em Eldorado, onde foi vereadora e prefeita. Foi diretora-presidente da Fundação de Cultura do Estado pelo período de dois anos e, atualmente, exerce o quarto mandato na Assembleia Legislativa.

“Penso que cumpri meu papel nesses cargos e chegou a hora de ampliar o serviço prestado e na Câmara dos Deputados terei oportunidade de contribuir ainda mais com prefeitos e vereadores, porque é nos municípios que estão as pessoas que precisam de ações efetivas do governo”, defende.

Na Câmara em Brasília, caso seja eleita, disse que pretende atuar diante de pautas nacionais, especialmente em temas como insegurança no campo e na defesa de mulheres e crianças. “Precisamos ter penas mais duras para quem comete crimes como mulheres e crianças”, reforça.

Também defende um “debate responsável e olhando para os dois lados” quando o assunto é conflito entre indígenas e produtores ruais. “Esse é um confronto cruel”, afirma. Mara Caseiro avalia que aldeias indígenas devem ser independentes, com direitos e deveres. E que o produtor rural deve ter segurança para investir em suas terras.

Mais votada em 2022

Mara Caseiro foi a candidata mais votada na eleição de 2022 para a Assembleia Legislativa de MS, tendo recebido 49.512 votos nas urnas. Na época, estava filiada ao PSDB e posteriormente se mudou para o Partido Liberal.

A expressiva votação abriu caminho para amadurecer a possibilidade de subir um outro degrau na vida pública. A deputada avalia que o período em que esteve à frente da Fundação de Cultura contribuiu para ter maior proximidade com os municípios.

Enquanto se prepara ao início de campanha, ela vem realizando visitas às bases. “Quero estabelecer uma identidade com Dourados”, declarou. Especialmente por causa da área de saúde que, segundo ela, “precisa de investimentos, não tem mágica”.

Mara lembra que o Hospital da Vida de Dourados é porta aberta para 34 municípios da região. “Precisamos ter um olhar mais cuidadoso”, reflete a deputada, que é dentista de formação.

Já no final da entrevista, disse que seu foco no momento é consolidar as bases de apoio nos municípios e que está pronta para iniciar a campanha.

Indagada se deseja ser eleita governadora de MS, ela diz que “ir para o Executivo é uma decisão que exige muita reflexão e a pessoa tem que querer muito mesmo”.

Finaliza ressaltando que “as coisas foram acontecendo naturalmente” em sua carreira política. E que agora está focada na Câmara Federal, mas deixa uma porta aberta: “Se lá na frente, dentro de um projeto e eu me sentir pronta…”.

Quem sabe?