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OPERAÇÃO GUTENBERG: Ex-prefeito Pacco firmou contratos que somam R$ 1,19 milhão em Itaporã

Ex-prefeito de Itaporã, Marcos Pacco. (Foto: Arquivo)

Deflagrada no dia 7 de julho, a Operação Gutenberg tem gerado novas revelações quase que diárias, principalmente por causa do número de prefeituras envolvidas até agora.
Para se ter uma ideia, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Estado de Mato Grosso do Sul (Gaeco) solicitou explicações e esclarecimentos de 17 municípios que firmaram contratos com a Editora Avante, o alvo central da investigação na operação policial.
O esquema criminoso era sustentado por venda de obras paradidáticas voltadas especialmente para as áreas de saúde e educação.
Em Itaporã, a prefeitura municipal firmou três contratos com a Editora Avante, sendo um contrato no ano de 2022 e outros dois no ano seguinte (2023).
Em 2022, o contrato com a Gerência Municipal de Educação totalizou R$ 733.927,00. No ano seguinte, um segundo contrato com a mesma Gerência de Educação foi no valor de R$ 52.796,00. Ambos foram executados pela então gerente de Educação, Denise Pacco.
O terceiro contrato firmado entre a Prefeitura de Itaporã e a Editora Avante foi na Gerência Municipal de Saúde, em 2023, no valor de R$ 404.100,00 e foi executado pelo então gerente de Saúde, Dogmar Angelo Petek.
Somados, os três contratos atingem R$ 1.190.823,00 e foram pagos integralmente durante a gestão do ex-prefeito Marcos Pacco (PSDB).
Todos esses dados levantados pela reportagem estão no Portal da Transparência de Itaporã e qualquer cidadão pode acessar através do site da prefeitura.
Pelo que se sabe até agora, o dinheiro girava rapidamente entre os envolvidos logo após pagamento efetuado pelas prefeituras, via transferências bancárias e até por saques em espécie.
A conta bancária era da empresa Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda., cujo nome-fantasia é Editora Avante.