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Espetáculo “Enquanto as Cigarras Cantam” estreia em Dourados no Dia Internacional do Teatro

(Foto: Divulgação)

O espetáculo teatral “Enquanto as Cigarras Cantam” do grupo teatral NUTIS estreia nos dias 27, 28 e 29 de março, no Casulo – Espaço de Cultura e Arte, em Dourados (MS). A apresentação marca o Dia Internacional do Teatro, celebrado em 27 de março, e propõe ao público uma experiência que mistura humor, poesia e reflexão sobre a existência humana.

Com sessões às 20h nos dias 27 e 29, e duas apresentações no dia 28 (às 18h e 20h), a montagem é voltada para o público a partir de 10 anos. Os ingressos estarão disponíveis pela plataforma Sympla a partir desta segunda-feira (23). O espaço conta com acessibilidade, incluindo tradução em Libras e estrutura para cadeirantes.

A peça acompanha a jornada de um homem comum que aceita a missão de viajar indefinidamente pelo espaço sideral. Sozinho em uma nave, ele divide sua rotina com companheiros inusitados — formigas, um peixe, um corvo e um computador de bordo — em situações que transitam entre o cômico e o poético. A narrativa utiliza o imaginário das viagens espaciais para abordar temas como solidão, pertencimento e os limites da tecnologia.

O título faz referência às cigarras, conhecidas pelo canto intenso que simboliza renovação e continuidade da vida. A metáfora reforça a ideia de esperança mesmo em cenários de isolamento.

O espetáculo é uma produção do NUTIS – Núcleo Teatral Isadora, formado por Beto Mônaco e Gina Tocchetto, em parceria com Guilherme Godoy. A dramaturgia e atuação são assinadas por Mônaco, enquanto a direção é dividida entre Tocchetto e Godoy.

Segundo o grupo, a criação surgiu após a montagem do drama Cães, quando os artistas decidiram explorar a comédia com inspiração na linguagem clownesca. O processo criativo, desenvolvido ao longo de 2025, buscou aliar humor e crítica social, especialmente em relação ao uso da ciência e da tecnologia.

O projeto foi contemplado pelo Fundo de Investimentos à Produção Artística e Cultural de Dourados (FIP – 2026), reforçando a importância de políticas públicas de incentivo à cultura local.

Com trajetória consolidada, o NUTIS já levou seus espetáculos a diferentes cidades brasileiras e também ao exterior, incluindo apresentações na África do Sul. A nova montagem reafirma o compromisso do grupo com a pesquisa cênica e a produção autoral.

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia e atuação: Beto Mônaco

Direção e vozes gravadas: Gina Tocchetto e Guilherme Godoy

Visualidades da cena: Gil Esper, Rodrigo Bento, Larissa Catonho e Guilherme Ziben

Trilha sonora: Mateus Mapa e Gilberto Ribeiro Jr.

Técnica de vestuário e designer de moda: Marciana Brunetto Ateliê de Costura

Operação de luz: Gil Esper

Operação de som: Guilherme Ziben

Fotografia: Raique Moura

Designer gráfico: Tig Vieira

Divulgação: Társila Bonelli

Produção: Beto Mônaco e Gina Tocchetto (NUTIS – Núcleo Teatral Isadora) e Guilherme Godoy

SINOPSE da peça:

Há milênios a humanidade olha para o céu, à noite, e imagina como seria viajar por este tapete de pequenas luzes. Apesar do avanço da tecnologia nas últimas décadas, mal conseguimos chegar à Lua, ou talvez Marte, pois as distâncias, no Universo, são absurdas para a medida humana.

Porém, com nossa imaginação, podemos visitar qualquer lugar do espaço sideral. Ou mesmo inventar alguns.

É o que acontece em “Enquanto as Cigarras Cantam”, onde um homem comum aceita a missão de viajar indefinidamente pelo Cosmos. Quase sozinho em uma nave – seus companheiros são um grupo de formigas, um peixe e um corvo, além do computador de bordo – este ET ao contrário também tem saudades de casa, e vive situações cômicas e poéticas.

E onde entram as cigarras do título? As cigarras são conhecidas por seu canto alto e persistente e são um prenúncio da primavera, da renovação. Ou seja, enquanto as cigarras estão cantando, há vida, há futuro. Mesmo para um solitário viajante do espaço.

CURRÍCULO DO GRUPO NUTIS:

O NUTIS é formado por Beto Mônaco e Gina Tocchetto. Gina Tocchetto (Maria Regina Tocchetto de Oliveira): atriz, diretora, produtora e professora do Curso de Artes Cênicas da UFGD; Beto Mônaco: ator, diretor, dramaturgo e produtor de teatro; trabalham com a colaboração de outras(os) artistas e nesta peça contam com a direção de Guilherme Godoy: ator, diretor e produtor de teatro.

O primeiro espetáculo, “Os Olhos que tivemos”, ganhou o Prêmio Myriam Muniz FUNARTE para montagem em 2013. Com direção de Gina Tocchetto e dramaturgia de Beto Mônaco, foi apresentado em 2014, no Teatro Municipal de Dourados (MS), em 2015 no “Boca de Cena, a Mostra Sul-Mato-Grossense de Teatro em Campo Grande” (MS) e em 2017 no “Porto Verão Alegre”, em Porto Alegre (RS). Em 2015, produziu o Workshop Internacional Treino Lessac para voz e corpo no Brasil, dirigido por Deborah Kinghorn e coordenado por Gina Tocchetto, em Dourados (MS), em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Em 2018, o grupo criou “Lagarto”, uma adaptação dramatúrgica de um conto da Lygia Fagundes Telles, apresentado no II Festival Literário de Dourados (MS) e “Cães”, com dramaturgia e direção de Beto Mônaco e atuação de Gina Tocchetto. “Cães” foi apresentado no MS em Dourados, Três Lagoas (2019) e Campo Grande (2021), também foi apresentado na Universidade de Pretória (África do Sul) em 2019, em Rio Branco (AC), em 2022 e em Porto Alegre (RS), em 2023. Em 2022, o NUTIS, em parceria com o Grupo VAGAMUNDAS de Teatro, criou e apresentou “Litoral do Centro-Oeste”, uma narrativa cênica audiovisual em plataforma online.