Imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan demonstrou proteção de 98% nos ensaios clínicos
Rogério Vidmantas
A crise na saúde pública provocada pelo alto número de casos de chikungunya nas últimas semanas em Dourados coloca o município como parte de uma estratégia piloto de vacinação do Ministério da Saúde, focando inicialmente em áreas indígenas e prioritárias. A vacina é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Valneva, sendo gratuita e aplicada nos postos de saúde municipais.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde. Em nota, a pasta informou que a inclusão do estado na estratégia piloto ocorre após solicitação formal ao ministério, motivada pelo cenário epidemiológico de arboviroses registrado no município de Dourados, especialmente em territórios indígenas.
Efetividade Alta
A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, atualmente, está na fase 4 de monitoramento – etapa que avalia a efetividade em condições reais de uso. O imunizante demonstrou alta taxa de proteção (98,3%) em ensaios clínicos.
No Brasil, o imunizante está sendo utilizado de forma controlada, dentro de uma estratégia piloto conduzida pelo ministério em parceria com o Instituto Butantan, já implementada em municípios selecionados de diferentes estados.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a definição dos municípios que recebem a vacina segue critérios como situação epidemiológica, capacidade operacional e estrutura de vigilância.
“Nesse contexto, Dourados se enquadra como área prioritária, especialmente pelo impacto da doença nas comunidades indígenas. O Ministério da Saúde já confirmou o envio de equipes para capacitação dos profissionais de saúde em Mato Grosso do Sul. A estratégia terá início pela população indígena, com treinamento específico nos territórios, voltado aos profissionais que atuam diretamente nessas comunidades”.
O Instituto Butantan também vai realizar treinamento com equipes de salas de vacina no estado. “Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda ocorre de forma restrita e monitorada no país. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, haja ampliação progressiva da oferta do imunizante no SUS [Sistema Único de Saúde]”, concluiu a secretaria.
Com informações da Agência Brasil
















