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Vereadora mais votada entra na mira dos colegas, que podem cassar o mandato dela

Em outubro de 2024, Isa Marcondes (Republicanos) recebeu 2.992 votos na urna eletrônica e se tornou a vereadora eleita com o maior número de votos em Dourados.

Agora, 14 meses após a posse, viu seus colegas de Legislativo acatando duas denúncias que foram protocoladas na Câmara Municipal.

A primeira denúncia foi iniciativa de servidores públicos que trabalham na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, na qual a vereadora é acusada de cometer “infrações de violação ao direito de descanso”.

A segunda denúncia é de autoria do advogado Wagner Batista da Silva, na qual se ampara em eventual ação de improbidade administrativa tendo como base despesas com combustíveis pagas pela vereadora com recursos da chamada Ceap (Cota para Exercício da Atividade Parlamentar).

As duas denúncias foram aceitas e seguem agora os trâmites de acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal de Dourados, sendo analisadas pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar até chegar ao plenário.

Nas votações ocorridas durante sessão na noite de segunda-feira, a presidente Liandra Brambilla da Silva (PSDB), de acordo com as regras, não precisou votar.

Já na denúncia do pessoal da UPA, foram votos contrários ao recebimento os vereadores Daniel Júnior (PP), Dill do Povo (União Brasil) e Edson Souza (União Brasil).

E a denúncia sobre eventual uso irregular de combustível teve dois votos contrários, dos vereadores Alex Cadeirante (PSDB) e Dill do Povo (União Brasil).

As comissões foram definidas através de sorteio e cada uma tem o prazo de 90 dias para apurar o caso e entregar o seu relatório final.

A primeira denúncia (da UPA), está formada com os seguintes vereadores: o presidente é Rogério Yuri (PSDB), o vice é Laudir Munaretto (MDB) e como membro Cemar Arnal (PP).

E a segunda denúncia (do combustível) tem como presidente o vereador Márcio Pudim (PSDB), o vice-relator Cemar Arnal (PP) e o membro Ana Paula Benitez (Republicanos).