
A prefeitura de Dourados confirmou nesta na manhã sexta-feira (8) a décima morte em decorrência da epidemia de Chikungunya no município.
É a nona morte registrada entre moradores das Aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia se alastrou com 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis, 2.088 casos confirmados, 724 casos descartados e 387 casos em investigação.
A nona vítima entre a população indígena é um menino que morava na Aldeia Bororó e tinha apenas 48 dias de vida. Ele estava internado no Hospital Universitário desde o dia 3 de maio, quando foi levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira aponta que Dourados está com 35 pacientes internados com Chikungunya.
Em números gerais, o município registrou 8.149 notificações para Chikungunya, com 5.350 casos prováveis, 3.340 casos confirmados, 2.799 casos descartados, 2.010 casos em investigação.
A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados (entre aproximadamente 54% e 61%) ao longo dos últimos 15 dias, de acordo com os laudos já liberados e computados, o que indica intensa circulação viral.
Em relação aos óbitos, além dos 10 casos confirmados, há outras 3 mortes em investigação: 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; e 1 homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27 de abril
Situação continua grave
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), lamentou a décima morte por Chikungunya em Dourados.
“A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura e sim de toda população”, voltou a enfatizar Marcio Figueiredo.
“Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, finaliza.









