Início Cotidiano HRMS: saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado

HRMS: saúde pública e gratuita com outro nível de entrega e resultado

(Foto: Bruno Rezende, Secom/MS)

Comunicação Governo de MS

Para melhorar os serviços de saúde pública em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado oficializou nesta segunda-feira (11) a PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. O hospital continuará público, com atendimento gratuito pelo SUS, enquanto a gestão administrativa ficará sob responsabilidade da Inova Saúde MS.

O governador Eduardo Riedel destacou que o projeto prevê ampliação, modernização da estrutura e gestão do hospital, com meta de transformar a unidade em referência estadual com 577 leitos.

A parceria prevê investimento de R$ 7,3 bilhões ao longo de 30 anos em operação e cerca de R$ 966 milhões em obras, modernização e renovação tecnológica. A expectativa é ampliar em 60% a capacidade do hospital, passando de 30 mil para 42 mil atendimentos anuais.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o novo modelo vai oferecer melhor estrutura para profissionais e mais humanização no atendimento aos pacientes.

A PPP também prevê aumento de 97% nas internações, passando de 1,4 mil para 2.760 pacientes por mês. O governo afirma que haverá mais eficiência na gestão, redução de custos e melhoria na qualidade dos serviços.

A empresa vencedora da licitação foi a Construcap, por meio da concessionária Inova Saúde MS, com proposta de R$ 15,9 milhões mensais, valor 22% menor que o previsto inicialmente. O leilão ocorreu em dezembro de 2025 na B3, em São Paulo.

O diretor de operações da Inova, Vinícius Battistella, reforçou que o projeto não representa privatização, já que a assistência médica seguirá sob controle do Estado.

As obras de expansão devem ser concluídas em dois anos, enquanto a reforma das estruturas atuais ocorrerá em mais dois anos. Entre os serviços administrados pela concessionária estarão limpeza, vigilância, lavanderia, manutenção, nutrição, logística, farmácia e estacionamento.

A diretora-presidente da EPE, Eliane Detoni, afirmou que o projeto marca a entrada do Estado na área de infraestrutura social, buscando melhorar qualidade de vida e bem-estar da população.