
Em visita ao O Progresso Digital, Everaldo Leite Dias destacou impactos do cenário internacional, eleições e da reforma tributária para o setor empresarial de Dourados
Rogério Vidmantas
O presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), Everaldo Leite Dias, visitou, nesta quinta-feira (12), a redação do jornal O Progresso Digital. Acompanhado da diretora executiva da entidade, Eliane Rodrigues, foi recebido pelo jornalista Alfredo Barbara Neto e falou sobre o momento econômico e a expectativa do empresariado para 2026.
Responsável pela Aced no triênio 2025/27, Everaldo celebrou a nova fase do jornal, um dos mais tradicionais do jornalismo sul-mato-grossense. “Eu cheguei em Dourados na década de 80 e acompanhei toda essa transição e de como era para nós acompanhar as edições diárias dO Progresso e é muito importante vermos essa retomada, agora sob a direção de um jornalista experiente como o Barbara, a quem desejo muito sucesso”.
O dirigente abordou ainda assuntos relacionados a categoria que representa e os desafios para o empresariado em um ano marcado por eleições gerais no país e os efeitos dos conflitos no Oriente Médio. “Temos que analisar a situação globalmente, principalmente os efeitos gerados pela guerra no Irã que deve refletir no preços dos combustíveis aqui no Brasil o que leva o empresário a analisar bem onde e como investir. Estamos vendo ações do Governo Federal retirando impostos pra ver se mantém o preço estável, mas a situação ainda preocupa. É um ano atípico, ainda com eleição extremamente polarizada. Juntando tudo isso o empresário vê um sinal amarelo, de atenção, esperando o sinal verde, para avançar”.

Apesar disso, Everaldo avalia que os primeiros meses do ano foram bons. “Nós tivemos um janeiro que não foi ruim, fevereiro também não foi ruim na movimentação. Estamos tendo boas notícias, perspectiva de uma safra excelente. Então eu acredito que, apesar desses eventos internacionais negativos, nós vamos sim avançar”.
A reforma tributária, aprovada em 2023 e que início em janeiro o período de transição que segue até 2033, também está no foco da Aced. Segundo Everaldo, as mudanças atingem não apenas os grandes empresários, mas também pequenos e médios, e a Aced precisa estar preparada para atendê-los, esclarecendo dúvidas e apontando caminhos.
“Estamos preparando várias palestras e cursos, principalmente para o pequeno empresariado, que tem uma característica muito particular de muitas vezes não fazer a distinção do CNPJ do CPF e isso não pode mais acontecer. Nós vamos ter que aprender que a despesa da empresa é diferente da despesa pessoal. Essa mistura pode ser detectada na malha fina da reforma tributária e gerar penalidades com impostos”, completa.















