Início Em destaque DNA coletado em presídios amplia investigações e fortalece banco genético de MS

DNA coletado em presídios amplia investigações e fortalece banco genético de MS

Comunicação PCi-MS

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ampliou em 486 perfis o banco estadual de DNA após duas etapas de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. A iniciativa fortalece investigações criminais e aumenta as chances de identificação de autores por meio de vestígios biológicos encontrados em cenas de crime.

As coletas ocorreram na Gameleira II, em abril, com 300 amostras, e na Gameleira I, em maio, com outras 186. A ação integra as metas do Contrato de Gestão 2026 da Sejusp e é executada pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), com apoio da Polícia Penal.

Após análise laboratorial, os perfis aptos são inseridos nos bancos estadual e nacional, permitindo comparações que auxiliam na identificação de autores, na ligação entre diferentes ocorrências e no avanço de investigações.

Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Prado da Silva, a ampliação da base genética aumenta as chances de coincidência entre perfis cadastrados e vestígios coletados. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 5.471 perfis genéticos cadastrados, que já contribuíram para 88 investigações e resultaram em 59 coincidências genéticas confirmadas.

A ampliação das coletas acompanha mudanças na legislação federal, que passou a exigir a identificação genética de condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do tipo de crime. Novos mutirões devem ser realizados em unidades prisionais do interior do Estado para fortalecer a ferramenta, considerada estratégica para o esclarecimento de crimes e a produção de provas judiciais.