Agenda nos dias 16 e 17 de junho aborda parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial. É a décima vez que o líder brasileiro é convidado para o evento
Agência Gov | Via Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Cúpula do G7 na próxima semana, nos dias 16 e 17 de junho, em Évian-les-Bains, na França. É a décima vez que ele é convidado para o encontro. O Brasil vai participar de sessões abertas aos convidados. Na terça-feira (16), a discussão será sobre parcerias internacionais. Na quarta-feira (17), o tema será o crescimento econômico equilibrado. Nesse mesmo dia, haverá um almoço dedicado à inteligência artificial.
Também estão previstas reuniões bilaterais — até o momento, estão confirmados encontros entre Lula e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, que é o anfitrião do evento.
O G7 planeja apresentar sete textos sobre temas diversos. O conteúdo deles ainda está em negociação, conforme informou o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, durante briefing à imprensa sobre a viagem, no Palácio Itamaraty, nesta quarta-feira (10/6).
“Não se espera que os países convidados endossem, necessariamente, os documentos. Eles poderão, se acharem que é o caso. A gente, como convidado, não participa de toda a negociação dos documentos. Somos chamados para fornecer insumos, a nossa visão sobre cada um dos assuntos, mas a negociação em si, especialmente a parte final, é feita somente pelos integrantes plenos do G7”, explicou o embaixador.
DOCUMENTOS — O primeiro texto, que também é uma das prioridades da presidência francesa do grupo, aborda as parcerias internacionais para o desenvolvimento. O segundo é voltado ao crescimento econômico equilibrado. Sobre esse assunto, o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros destacou a necessidade de reforma das instituições de governança global, que é um pleito do Brasil.
O terceiro documento trata da proteção online de menores de idade. “É importante salientar que o Brasil está na vanguarda dessa questão. Nós aprovamos o Estatuto Digital da Criança e Adolescente em setembro do ano passado”, pontuou Philip Fox-Drummond Gough. Outros temas que estarão em documentos do G7 são: combate ao narcotráfico, luta contra o câncer e combate ao contrabando de migrantes.
O sétimo e último documento do G7 trata da questão dos minerais críticos. “Do ponto de vista do Brasil, o mais importante é ter um olhar de desenvolvimento nessa questão de minerais críticos. E o olhar de desenvolvimento principal, no caso, é você fazer agregação de valor no próprio local de extração. Esse é um ponto que o próprio presidente da República tem levantado em várias ocasiões”, disse o embaixador. O Brasil tem enviado contribuições para o G7 sobre cada um dos temas discutidos.
CONVIDADOS — Além do Brasil, outros países foram convidados para a Cúpula do G7: Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Entre as instituições convidadas, estão o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
SOBRE O GRUPO — O G7 foi criado em 1975, por iniciativa do presidente francês Valéry Giscard d’Estaing, com o objetivo de reunir os países mais industrializados do mundo à época para tratar de questões de política econômica de interesse comum. Atualmente, os países-membros são: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.











