Comunicação Semadesc
Representantes de órgãos públicos, instituições nacionais e organismos internacionais participam, em Campo Grande, do I Encontro Regional das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes) do Centro-Oeste. O evento reúne integrantes de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal para fortalecer a articulação regional, trocar experiências e discutir estratégias de prevenção e enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo.
Promovido pela Coetrae-MS, o encontro reforça o compromisso dos estados com a promoção do trabalho digno e dos direitos humanos.
Na abertura, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, destacou que o desenvolvimento econômico precisa estar associado à garantia de direitos e à melhoria da qualidade de vida da população.
Segundo ele, embora Mato Grosso do Sul viva um ciclo de crescimento econômico, geração de empregos e atração de investimentos, é fundamental enfrentar problemas sociais que ainda persistem. “O trabalho escravo precisa ser tratado com toda a seriedade que o tema exige”, afirmou.
Falcette ressaltou ainda que o combate a esse crime depende da atuação integrada entre áreas como desenvolvimento econômico, assistência social, direitos humanos, saúde e educação. O fortalecimento da Coetrae-MS e a elaboração do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo refletem esse compromisso.
A secretária de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, destacou a importância da proteção às vítimas e das ações preventivas. Já a coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Barbosa, ressaltou que o encontro amplia o diálogo entre os estados e contribui para a construção de soluções conjuntas.
A programação inclui debates sobre políticas públicas, fiscalização, atendimento às vítimas e troca de experiências entre os participantes. Também participam representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e entidades da sociedade civil.
Para o Governo do Estado, o combate ao trabalho escravo integra uma estratégia de desenvolvimento sustentável baseada na geração de oportunidades, inclusão social e respeito aos direitos humanos.











