Comunicação da Cidadania
A Secretaria de Estado da Cidadania promove, ao longo do mês de março, a campanha 21 Dias de Ativismo pela Eliminação da Discriminação Racial e Religiosa, com uma série de atividades de formação, diálogo comunitário, mobilização social e valorização da cultura negra em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.
A mobilização ocorre entre os dias 1º e 21 de março e tem como referência o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março. A data reforça o debate sobre o enfrentamento ao racismo e também a importância do respeito às religiões de matriz africana e aos povos de terreiro.

Subsecretário, Deividson explica que data provoca reflexão acerca do racismo, em especial na questão religiosa.
De acordo com o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado da Cidadania, Deividson Silva, a campanha busca ampliar o diálogo e fortalecer políticas públicas de igualdade racial no Estado.
“Os 21 dias de ativismo surgem a partir do simbolismo do dia 21 de março, uma data dedicada a refletir sobre o racismo em todas as suas vertentes e também sobre a questão religiosa. É um momento muito importante para as religiões de matriz africana. A partir dessa data, adotamos esse período de mobilização para ocupar espaços e reforçar que o racismo ainda está presente na sociedade e que a intolerância religiosa também existe. Precisamos valorizar o povo negro, os princípios das religiões de matriz africana e dos povos de terreiro, quebrando estereótipos e preconceitos que ainda atingem essas comunidades”, afirma.
Segundo ele, as ações também dialogam com outras políticas públicas do Estado, como o programa MS Sem Racismo, além de envolver parcerias com municípios, organizações da sociedade civil e outras subsecretarias da pasta.
“Trabalhamos a campanha de forma transversal, envolvendo políticas para juventude, mulheres e população idosa. Março também é o mês da mulher, então reforçamos a representatividade e a valorização da mulher negra dentro desse debate. Teremos letramento racial voltado para a educação, ações com o CRAS, iniciativas de incentivo à autonomia financeira de comunidades quilombolas por meio do afroturismo e atividades diretamente nas comunidades para ouvir demandas e fortalecer políticas públicas cada vez mais eficazes”, destaca.
As atividades acontecem em cidades como Campo Grande, Maracaju, Nioaque, Corumbá e Nova Andradina.

Programação inclui debates e rodas de conversa pelo Estado. (Foto: Matheus Carvalho)
Com atividades em diferentes territórios e públicos, a campanha busca ampliar o debate sobre racismo, intolerância religiosa e valorização da cultura afro-brasileira, fortalecendo o diálogo com comunidades e ampliando o alcance das políticas públicas de igualdade racial no Estado.
















