
No Dia Nacional do Mel, 17 de março, o MIDR destaca o fortalecimento da cadeia produtiva por meio da Rota do Mel, que organiza produtores e amplia oportunidades de mercado
Agência Gov | Via MIDR
Do sabor marcante às propriedades nutricionais, o mel é um dos alimentos naturais mais antigos e valorizados pela humanidade. Neste 17 de março, quando se celebra o Dia Nacional do Mel, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) destaca a importância da apicultura e da meliponicultura para a geração de renda, inclusão produtiva e preservação ambiental no Brasil.
Desde a criação da Rota do Mel, em 2014, o Governo Federal investiu mais de R$ 15,7 milhões na estruturação da cadeia da apicultura e da meliponicultura em treze estados do país. As ações beneficiaram mais de 3,3 mil produtores, responsáveis por cerca de 24,1 mil toneladas anuais de mel e derivados, como própolis, pólen, cera de abelha e geleia real. Hoje, há 15 polos estruturados com uma atuação que contempla 386 municípios, fortalecendo a agricultura familiar e contribuindo para a redução da pobreza no meio rural.
O apoio do Governo Federal ocorre em diversas frentes, como aquisição de equipamentos para beneficiamento e fracionamento do mel, implantação de unidades de processamento, melhoramento genético das abelhas e adoção de novas tecnologias voltadas para o aumento da produtividade.
Cadeia sustentável e estratégica
Além do valor econômico, a produção de mel tem um papel fundamental para o equilíbrio ambiental. As abelhas são consideradas bioindicadoras da qualidade do ambiente e são responsáveis por grande parte da polinização de plantas cultivadas e nativas.
A apicultura desempenha papel estratégico para o meio ambiente e a economia local, como destaca o secretário Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato. “A apicultura e a meliponicultura representam um caminho sustentável de inclusão produtiva, pois valorizam saberes locais, fortalecem a agricultura familiar e contribuem para a preservação ambiental”, afirma.
Impacto social e inovação
De acordo com dados do IBGE, a cadeia da apicultura e da meliponicultura no Brasil gera mais de 350 mil empregos diretos e indiretos. Com apoio técnico e organizacional, produtores têm ampliado a produtividade, agregado valor aos produtos e conquistado novos mercados, inclusive no exterior. Cooperativas ligadas à Rota do Mel já realizam exportações para países da Europa, Ásia e América do Norte. Em Minas Gerais, por exemplo, a Coopemapi enviou remessas de mel silvestre para a Bélgica, enquanto cooperativas do Norte e Nordeste têm firmado acordos comerciais com mercados como Itália e Japão.
Rotas de Integração Nacional
A Rota do Mel faz parte da estratégia das Rotas de Integração Nacional, que reúne 13 cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento regional, entre elas: Açaí, Cacau, Leite, Pescado, Moda, Fruticultura, Economia Circular, Avicultura Caipira, Biodiversidade e Mandioca.
A proposta é articular políticas públicas, conhecimento técnico e investimentos para fortalecer atividades produtivas em regiões estratégicas, promovendo desenvolvimento econômico, geração de emprego e redução das desigualdades regionais.
Polos da Rota do Mel
Atualmente, a Rota do Mel conta com quinze (15) polos estruturados, distribuídos em diferentes macrorregiões do país:
- Polo Apícola do Norte de Minas (MG);
- Polo do Mel de Jandaíra (RN);
- Polo do Mel do Pampa Gaúcho (RS);
- Polo do Mel dos Campos de Cima da Serra (RS);
- Polo dos Sertões de Crateús e Inhamuns (CE);
- Polo do Mel do Semiárido Piauiense (PI);
- Polo do Mel do Semiárido Baiano (BA);
- Polo do Sudeste do Pará (PA);
- Polo do Mel do Caparaó e Sul Capixaba (ES);
- Polo do Mel do Sertão do Pajeú (PE);
- Polo do Mel do Sertão Sergipano (SE);
- Polo do Mel do Tabuleiros Costeiros (SE);
- Polo do Mel do Vale do Iguaçu (PR);
- Polo do Mel do Sertão Paraíbano (PB); e
- Polo do Mel do Meio do Mundo (AP).
Nesse contexto, o fortalecimento da cadeia do mel também representa uma estratégia de desenvolvimento regional aliada à preservação ambiental. “Celebrar o Dia do Mel é também reconhecer o trabalho de milhares de produtores e a importância das abelhas para a alimentação, para a economia e para o equilíbrio ambiental. No Brasil, iniciativas como a Rota do Mel mostram que é possível unir produção, sustentabilidade e desenvolvimento regional em uma mesma cadeia produtiva”, conclui o secretário Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Daniel Fortunato.















