Início Cotidiano COP15 começa com protagonismo de MS e mobilização global pela biodiversidade

COP15 começa com protagonismo de MS e mobilização global pela biodiversidade

(Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Comunicação do Governo de MS

O movimento das espécies migratórias ganha destaque global a partir desta segunda-feira (23), com o início, em Campo Grande, da COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias, promovida pela ONU. Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, o encontro reforça a necessidade de ação conjunta para proteger habitats e garantir a sobrevivência dessas espécies.

Organizada pelo Governo do Brasil, a conferência reúne cerca de 2 mil representantes de 133 países, entre autoridades, cientistas e lideranças ambientais, para discutir estratégias de conservação em escala global.

Na abertura, o governador Eduardo Riedel destacou o protagonismo de Mato Grosso do Sul, especialmente pelo papel do Pantanal no debate ambiental. Segundo ele, o Estado alia crescimento econômico à preservação, com políticas voltadas à neutralidade de carbono, pagamento por serviços ambientais e iniciativas como o Fundo Pantanal.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou a urgência da agenda ambiental, citando que quase metade das espécies migratórias está em declínio e 24% ameaçadas de extinção. Ela defendeu maior cooperação internacional e integração entre ciência e saberes tradicionais.

A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, reforçou que a conservação depende da proteção e conexão de habitats, alertando para impactos como degradação ambiental, mudanças climáticas e avanço das atividades humanas.

Durante o evento, negociadores analisam ameaças e propostas para inclusão de novas espécies no tratado, além de medidas para ampliar a proteção ambiental.

Como parte dos anúncios, o governo federal ampliou áreas protegidas no país, incluindo regiões do Pantanal e outras unidades de conservação, somando mais de 148 mil hectares.

Com uma das maiores biodiversidades do planeta, o Brasil utiliza a conferência para projetar o Pantanal no cenário internacional e fortalecer sua atuação nas políticas ambientais globais.