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Trump diz que “toda uma civilização vai morrer essa noite” e Irã ataca petroquímica

Teerã informa que suspendeu restrições em meio a ultimato de Trump.

Lucas Pordeus León, da Agência Brasil

Após Israel atacar duas vezes uma das principais usinas petroquímicas do Irã, o país persa retaliou contra instalação petroquímica da Arábia Saudita e prometeu suspender restrições para novos ataques, em mais uma escalada da guerra que pode aprofundar a crise no mercado global de energia.

Ao mesmo tempo, Israel informou que vai bombardear linhas férreas no Irã, e o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump reforçou o ultimato, nesta terça-feira (7), ameaçando que “toda uma civilização vai morrer essa noite”. Ele anunciou provável crime de guerra de grandes proporções contra um país de 90 milhões de pessoas.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) prometeu suspender a contenção que teriam exercido até o momento.

“Os parceiros regionais dos EUA também devem saber que, até hoje, por uma questão de boa vizinhança, exercemos imensa contenção e mantivemos considerações na seleção de alvos para retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram eliminadas”, disse a IRGC, em comunicado. 

Ataques de Israel e EUA

Tel-Aviv atacou ontem e hoje o complexo petroquímico de Shiraz, conhecido principalmente pela fabricação de fertilizantes, usados na agricultura. Israel alegou que a unidade era usada para produção de ácido nítrico para fabricação de explosivos.

Outra petroquímica iraniana atacada por Israel e EUA fica na província de Bushehr, no sul do país. A Companhia Nacional de Petroquímica (NPC) do Irã afirmou estar investigando a extensão dos danos causados ​​às instalações.

Enquanto isso, fontes anônimas do Exército dos EUA informaram a agência Reuters e ao portal de notícias Axios que o país realizou ataques a ilha iraniana de Khang, onde o Irã concentra cerca de 90% das suas exportações de petróleo e gás. O Irã não confirmou esses ataques.

Retaliação

Em retaliação, o Irã informou que bombardeou “com sucesso” o complexo petroquímico de Jubail, no leste da Arábia Saudita, um dos maiores polos petroquímicos do planeta. A destruição dessas infraestruturas deve aprofundar a crise energética global.

“Vamos lidar com a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros de tal forma que os Estados Unidos e seus aliados fiquem privados do petróleo e gás da região por anos”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Complexos petroquímicos

A Arábia Saudita não se manifestou sobre os ataques ou sua extensão. A IRGC diz que os EUA atuam como sócios nessas instalações, incluindo participação das empresas estadunidenses Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical.