Anna Karina de Carvalho, da Agência Brasil
O rapper, DJ e produtor norte-americano Afrika Bambaataa morreu aos 68 anos, na madrugada de quinta-feira (9), em um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, em decorrência de complicações de um câncer, segundo informações divulgadas pelo site TMZ.

Considerado um dos fundadores do hip-hop, Bambaataa deixa um legado que atravessa décadas e territórios, conectando a cultura negra periférica em escala global.
A morte de Bambaataa provocou forte comoção entre artistas e agentes culturais. Em publicação oficial no perfil @afrika_bambaataa_official, a equipe do artista destacou sua dimensão humana e política:
“O que ele construiu — a Universal Zulu Nation, a cultura, o movimento — nunca foi apenas música. Foi uma mensagem de paz, amor, união e diversão.
Seu espírito vive em cada batida, em cada b-boy, em cada grafite, em cada DJ que toca pela cultura.
O Hip-Hop é hoje uma linguagem global por causa dele”
A organização Universal Zulu Nation, criada por Bambaataa, foi uma das bases estruturantes do hip-hop, difundindo valores como paz, união e respeito entre jovens das periferias.
No Brasil, sua influência é profunda. O DJ Marlboro já afirmou que “Planet Rock” foi uma das principais referências para o surgimento do funk carioca.
O próprio Bambaataa reconhecia essa conexão. Em entrevista ao jornal O Globo, em 2010, afirmou ver sua música refletida nos ritmos brasileiros, especialmente pela proximidade com matrizes africanas.
O artista esteve diversas vezes no Brasil, incluindo uma apresentação no Rock in Rio em 2011, ao lado de Paula Lima e do rapper português Boss AC, e uma participação no programa Esquenta!, da TV Globo, em 2013, com Preta Gil.














