
A Prefeitura de Dourados confirmou na manhã desta quinta-feira (30) a nona morte em decorrência de complicações da chikungunya e fez um alerta para a importância das pessoas entrarem na guerra contra o mosquito Aedes aegypti.
“Infelizmente, mais uma vítima dessa grave doença e ainda assim muita gente está relativizando o problema, não estão levando essa epidemia a sério”, lamentou o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que é coordenador-geral do COE.
A nona vítima da Chikungunya é indígena, tinha 29 anos de idade, era residente na Aldeia Bororó e começou a apresentar os primeiros sintomas da doença 19 de abril e faleceu no dia 25 de abril, no Hospital da Vida.
Com mais essa morte confirmada, sobe para 9 o número de óbitos pela doença em Dourados, sendo que 8 deles eram indígenas.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (30) aponta que Dourados tem hoje 35 pacientes internados com Chikungunya, sendo 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 20 no Hospital Universitário HU-UFGD, 3 no Hospital Cassems, 4 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie. Em números gerais, o município registrou 7.371 notificações para Chikungunya, com 5.271 casos prováveis, 2.755 casos confirmados, 2.100 casos descartados, 2.516 casos em investigação.
A situação epidemiológica nas Aldeias Bororó e Jaguapiru aponta para 3.113 notificações para Chikungunya, com 2.474 casos prováveis, 1.759 casos confirmados, 636 casos descartados, 715 casos em investigação.
“A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura e sim de toda população”, enfatiza Marcio Figueiredo. “Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, finaliza.















