
Dados atualizados até o dia 25 de maio apontam que apenas 4.354 doses da vacina contra chikungunya foram aplicadas em Dourados, sendo 873 destinadas à saúde indígena.
E a vacina contra influenza teve 42.538 doses aplicadas, das quais 3.271 na saúde indígena.
O cenário preocupa as autoridades de saúde, pois apenas neste ano Dourados já registrou mais de 9 mil notificações de chikungunya, com mais de 4,3 mil casos confirmados da doença. Até o momento, 13 mortes foram confirmadas e outros três óbitos seguem em investigação.
Em relação às síndromes respiratórias, o município contabiliza 320 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Deste total, 57 casos foram confirmados para influenza e sete pacientes moradores de Dourados morreram em decorrência da doença.
Vale ressaltar que a vacinação contra influenza está liberada para toda a população.
As vacinas estão disponíveis nas unidades básicas de saúde de segunda à sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.
As unidades da Seleta e Santo André funcionam em horário estendido, das 18h às 22h, além de atenderem também em feriados e finais de semana, do meio-dia até 22h.
Já os postos do Ildefonso Pedroso, Maracanã, Jóquei Clube e Parque do Lago II permanecem abertos diariamente até às 19h, sem fechamento para almoço.
No Posto de Assistência Médica (PAM), a sala de imunização funciona das 6h às 12h.
No caso da vacina contra chikungunya, a meta estabelecida é imunizar ao menos 27% da população-alvo, formada por pessoas entre 18 e 59 anos, o que representa aproximadamente 43 mil moradores. O imunizante, desenvolvido pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, apresentou eficácia comprovada em estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, com cerca de 99% dos voluntários desenvolvendo anticorpos contra a doença.
A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a vacina segue critérios específicos de aplicação. Não podem receber o imunizante gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento oncológico, transplantados recentes, pessoas com doenças autoimunes ou determinadas condições crônicas associadas, além de indivíduos com febre ou que tenham recebido recentemente outras vacinas.
As orientações seguem as determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).










