Início Política Deputado critica Justiça Eleitoral de MS que determinou remoção de vídeo

Deputado critica Justiça Eleitoral de MS que determinou remoção de vídeo

Vídeo do deputado estadual resumia uma preocupação dos comerciantes de Mato Grosso do Sul. (Foto: Luciana Nassar/ALEMS)

Christiane Mesquita 

O deputado estadual João Henrique (NOVO) abordou na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), durante a sessão ordinária, decisão recente da Justiça Eleitoral do Estado. “Considero um verdadeiro atentado à democracia, à liberdade de expressão, à garantia suprema e constitucional e à imunidade formal e material que têm os parlamentares desta Casa. A mídia nacional repercutiu decisão liminar da Justiça Eleitoral para a retirada de um vídeo que resumia algo preocupante”, informou.

“O vídeo resumia algo que muito preocupou os comerciantes e continua preocupando, um programa do Governo do Estado chamado ‘Regularize-lá’, que foi levantado um débito e passivo desses empresários, causando dúvidas. O vídeo dos Intocáveis é uma peça de fiscalização e houve cobrança para que o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu críticas contundentes para que tirasse do ar, e a justiça eleitoral retirou nosso primeiro episódio do ar”, continuou João Henrique.

O deputado falou sobre a época em que o vídeo foi feito. “O material é de março e não existe uma determinação de qual é data da pré-campanha, um vídeo com conteúdo crítico que foi trazido a essa tribuna e provocou ação do Governo a voltar atrás, por atuação dessas denúncias e críticas, e o entendimento de que não tinha marca d’água e tarjeta que tinha sido criado por programas de computador”, explicou João Henrique.

“Desde o primeiro minuto do governo eu combato todas as irregularidades e desvios aqui na Casa de Leis e nessa tribuna. Fazemos as denúncias. Esse vídeo teve a visualização medida em 400 mil, outros chegaram a um milhão. Proibir a charge, a crítica e a sátira é um ataque ao direito de liberdade de expressão do pensamento, que não é só do parlamentar, e constitui modalidade de censura própria. Combaterei todos os intocáveis desse Estado, subo aqui com muita tranquilidade e segurança”, concluiu.