Lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios e kits de robótica transformam a rotina de professores e estudantes, mostrando que a tecnologia não saiu da escola — ela ganhou propósito pedagógico.
Comunicação SED
O celular ficou guardado, mas a tecnologia ganhou ainda mais espaço nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul. Com lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios de informática e kits de robótica, a Rede Estadual de Ensino tem transformado a forma como alunos e professores utilizam recursos tecnológicos em sala de aula.
Na Escola Estadual Maria Constância de Barros Machado, em Campo Grande, a estudante Emily de Oliveira percebeu a diferença logo nas primeiras aulas. Com apoio de uma lousa interativa de 75 polegadas, conteúdos passaram a ser apresentados de forma mais visual e dinâmica. “As aulas estão mais interessantes”, afirma.

A regulamentação do uso do celular nas escolas, adotada em 2025, não retirou a tecnologia do ambiente escolar. Pelo contrário: incentivou o uso planejado de ferramentas digitais integradas ao currículo. Para isso, o Estado investiu mais de R$ 100 milhões em modernização tecnológica, ampliando laboratórios, renovando equipamentos e fortalecendo plataformas educacionais.
Entre os recursos disponíveis está a plataforma de protagonismo digital, que oferece conteúdos alinhados ao currículo e amplia o acesso dos estudantes à educação digital. “O acesso não depende dos celulares, depende da escola”, destaca a professora de inglês Luzimar Cristiane.
A transformação também chega à robótica educacional. Em Dourados, o estudante Sidney Matheus Ferraz Sanchez, da Escola Estadual Floriano Viegas Machado, montou seu primeiro robô utilizando sensores, motores e programação. “É como se ganhasse vida”, conta.
Em Aquidauana, alunos da Escola Estadual Coronel José Alves Ribeiro tiveram contato com a robótica pela primeira vez neste ano. O resultado foi a inscrição inédita de estudantes do 5º ano na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2026. Entre eles está Pietro Miguel da Rocha Ferreira, que descobriu uma nova paixão pela tecnologia. “Achava que robótica era coisa de faculdade. Hoje quero continuar criando e desenvolvendo”, afirma.
As experiências mostram uma mudança em curso na educação pública estadual. Com investimentos, infraestrutura e formação, a tecnologia deixa de ser uma distração individual para se tornar uma ferramenta coletiva de aprendizagem, aproximando os estudantes das competências exigidas pelo futuro digital.











