O Dia Mundial do Biquíni é comemorado anualmente em 5 de julho. A data celebra a criação da famosa peça de banho de duas peças, lançada oficialmente pelo estilista francês Louis Réard em 1946, em Paris.
A invenção causou uma verdadeira revolução na moda e no comportamento feminino, já que foi a primeira vez que um traje de banho deixou o umbigo à mostra.
O nome foi inspirado no Atol de Bikini, local onde os Estados Unidos realizavam testes atômicos na época, refletindo o impacto “explosivo” que a peça causou na sociedade.
O biquíni chegou ao Brasil pelas areias do Rio de Janeiro em 1948, trazido pela modelo e estilista alemã radicada no país, Miriam Etz.
Inspirada no modelo francês lançado dois anos antes por Louis Réard, a própria Miriam confeccionou o seu traje de duas peças e foi usá-lo na Praia do Arpoador.
A atitude foi considerada extremamente ousada para os padrões conservadores da época, já que foi a primeira vez que uma mulher deixou o umbigo totalmente à mostra em público no país.
A evolução e popularização no país
Embora Miriam tenha sido a pioneira, a aceitação da peça não foi imediata e passou por várias fases:
- Anos 50 (As Vedetes): A peça começou a ganhar força com as famosas vedetes do teatro de revista, como Carmem Verônica e Norma Tamar. Elas atraíam multidões ao usarem o traje em frente ao hotel Copacabana Palace.
- Anos 60 (A Censura): O biquíni chegou a ser proibido em praias brasileiras pelo presidente Jânio Quadros em 1961, que considerava o traje um atentado aos bons costumes. Apesar da proibição, a resistência durou pouco graças à influência do cinema e de musas como Helô Pinheiro, a icônica “Garota de Ipanema”.
- Anos 70 (A Revolução): Foi a década em que o biquíni finalmente se democratizou e ganhou a identidade criativa do Brasil. Surgiram os modelos de crochê e a famosa tanga, tornando a peça menor, mais cavada e mundialmente conhecida como o legítimo estilo brasileiro.











