O filme será exibido no próximo domingo (26) no Bonito Cinesur às 16h30 no Auditório Terena na Mostra Competitiva de Filme Sul-Mato-Grossense.
“O velho fotógrafo está perdendo a memória”. Foi a partir dessa constatação que nasceu Higa Ke – Olho por Olho, documentário de longa-metragem dirigido por Conrado Roel e Débora Bah. O filme acompanha Roberto Higa, um dos mais importantes fotojornalistas de Mato Grosso do Sul, enquanto ele revisita sua trajetória profissional e pessoal diante do avanço do Alzheimer.
Mais do que um retrato biográfico, o documentário propõe uma reflexão sobre o papel da fotografia na preservação da memória coletiva. Durante mais de quatro décadas, Higa registrou a formação de Mato Grosso do Sul, a transformação urbana de Campo Grande, manifestações culturais, personagens populares e o cotidiano de uma região marcada pelo encontro de diferentes povos e tradições.
Agora, enquanto enfrenta o apagamento gradual da própria memória, suas imagens permanecem como testemunho de uma história que continua viva.
Produzido ao longo de mais de dez anos, Higa Ke – Olho por Olho foi construído a partir de uma convivência prolongada entre os realizadores e o personagem. Em vez de acompanhar apenas acontecimentos, a câmera registra o tempo, os silêncios, os esquecimentos e os afetos que atravessam a relação entre fotógrafo, família e território.
Com 84 minutos de duração, o documentário dialoga com a tradição do filme-ensaio ao abordar temas como memória, envelhecimento, identidade e permanência cultural, tendo como cenário uma região de fronteira ainda pouco representada no cinema brasileiro.
Além de contar a história de um fotógrafo, Higa Ke – Olho por Olho presta homenagem às pessoas que dedicam suas vidas a preservar memórias e reafirma a importância das culturas produzidas longe dos grandes centros urbanos.
Ficha técnica: HIGA KE – OLHO POR OLHO
Brasil | 2025 | Documentário | 84 minutos
Direção: Conrado Roel e Débora Bah
Sinopse: Entre fotos, relatos e esquecimentos, Roberto Higa, veterano fotojornalista de Campo Grande (MS), revisita a própria vida, a profissão e, por consequência, a história recente de uma região de fronteira. Guiado por uma presença feminina que atravessa o filme, o documentário é uma homenagem aos territórios distantes, às culturas descentralizadas e àquilo que ainda resiste ao apagamento.










