
A falta de uma direção clara manteve pressionadas as relações de troca
Agrolink – Leonardo Gottems
O mercado brasileiro de boi gordo encerrou a semana de 20 a 24 de julho com avanço consistente no físico e ajuste parcial nos contratos futuros, em uma combinação que reforçou a diferença entre a oferta imediata e as expectativas para os próximos meses. Segundo a StoneX, a valorização se espalhou pelas principais praças produtoras, com São Paulo retomando a liderança regional ao fechar em R$ 341,94 por arroba, enquanto Minas Gerais e Goiás registraram recuperações expressivas, sinalizando recomposição de preços que vinham historicamente defasados.
A sustentação das cotações esteve ligada ao aperto nas escalas de abate, sobretudo nas praças do Centro-Oeste a partir da metade da semana. Com menor disponibilidade de animais, os produtores ganharam força na formação de preços, enquanto a indústria teve seu poder de barganha reduzido.
No mercado de reposição, a falta de uma direção clara manteve pressionadas as relações de troca. Esse cenário tende a dificultar a recomposição da oferta futura e pode preservar um ambiente favorável ao boi gordo no médio prazo.
As exportações continuaram aquecidas, com a China concentrando a maior parte dos embarques. O fluxo externo segue disputando animais com a demanda doméstica e reforça a firmeza do mercado físico.
Nos contratos futuros, porém, os vencimentos intermediários passaram por correção acentuada depois de sete pregões consecutivos de alta. O movimento indica uma revisão das expectativas para o terceiro trimestre, com parte do prêmio acumulado sendo devolvida.
Na próxima semana, as atenções estarão voltadas à capacidade de o mercado físico sustentar os níveis atuais, à evolução das escalas de abate e a possíveis sinais do mercado chinês.









