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Colheita do milho avança lentamente em Mato Grosso do Sul

(Foto: arquivo da Aprosoja/MS)

Chuvas desaceleraram as operações no campo

Comunicação Aprosoja/MS

O avanço da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul permanece abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, apenas 0,7% da área cultivada havia sido colhida até a quarta semana de junho, um atraso de aproximadamente 5,5 pontos percentuais em relação à safra 2024/2025.

O principal fator para a lentidão dos trabalhos é o elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores de milho.

“Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos. Entre os dias 24 e 26 de junho, foram registrados episódios de geada no município de Aral Moreira. Até o momento, a estimativa preliminar indica que os danos atingiram lavouras que estavam entre os estádios reprodutivos R3 e R4, fases mais sensíveis ao frio intenso. Os impactos, no entanto, devem ficar restritos a, no máximo, 5% da área cultivada no município, caracterizando uma ocorrência localizada. A Aprosoja/MS segue monitorando as lavouras para consolidar a extensão dos danos e atualizar as estimativas conforme o avanço das avaliações em campo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

O monitoramento também mostra que 70,8% das lavouras sul-mato-grossenses apresentam boas condições de desenvolvimento. Outras 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificadas como ruins. As melhores condições são observadas na região norte, onde 88% das áreas apresentam bom potencial produtivo. Já a região central concentra o maior percentual de lavouras em condição ruim, com 22%.

A estimativa para a segunda safra 2025/2026 é de uma área cultivada de 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação à média das últimas cinco safras. A produtividade média está projetada em 84,2 sacas por hectare, redução de 22,4%, enquanto a produção deve alcançar 11,139 milhões de toneladas, volume 20,1% inferior ao obtido na safra anterior.

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