A soja também ampliava ganhos pela terceira sessão seguida
Agrolink – Leonardo Gottems
Os mercados de grãos iniciaram esta quarta-feira, 17 de junho, com viés positivo, embora os fatores de sustentação variem entre trigo, soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo avançou pelo terceiro pregão consecutivo, apoiado pela possível mudança de cenário no Oriente Médio, com a assinatura da paz entre Estados Unidos e Irã, e pela licitação da Argélia, sinalizando atividade da demanda.
Na CBOT, o contrato de julho de 2026 do trigo operava a US$ 603,50, alta de 7,50 pontos, enquanto dezembro subia 7,75 pontos, para US$ 629,50. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.369,37 por tonelada, queda diária de 0,34%, e o Rio Grande do Sul, R$ 1.320,44, recuo de 0,37%. A redução de posições compradas pelos fundos ajuda a consolidar um piso temporário de US$ 5,80 por bushel, mas a grande safra mundial, com destaque para a Rússia, segue como fator de pressão.
A soja também ampliava ganhos pela terceira sessão seguida. O vencimento julho de 2026 alcançava US$ 11,37 por bushel, com avanço de 7 pontos. O mercado começou a reduzir posições vendidas diante de riscos climáticos nos Estados Unidos e de rumores sobre possíveis compras chinesas. As previsões de julho mais quente e seco em áreas do Cinturão do Milho reforçam o prêmio climático, apesar de 66% das lavouras estarem em boas ou excelentes condições. O farelo acompanhava a alta, enquanto o óleo permanecia pressionado pela queda do petróleo.
No milho, o movimento era mais contido. Julho de 2026 subia 2,25 pontos, para US$ 4,16 por bushel, enquanto os contratos na B3 recuavam. A abertura de Ormuz e a baixa do petróleo reduzem o apoio vindo dos biocombustíveis, mas o clima e a expectativa de compras chinesas seguem no radar.











